JUÍNA

Ex-servidor da MTI acusado de assédio sexual é preso por tentar intimidar testemunha

ex-servidor-da-mti-acusado-de-assedio-sexual-e-preso-por-tentar-intimidar-testemunha
Ex-servidor da MTI acusado de assédio sexual é preso por tentar intimidar testemunha

publicidade

Conteúdo/ODOC – O ex-servidor da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), Francisley Campos Carolino, foi preso na manhã desta terça-feira (20), em Cuiabá, após ser acusado de tentar interferir no depoimento de uma testemunha em um processo no qual responde por assédio e importunação sexual contra uma ex-colega de trabalho.

A prisão preventiva foi solicitada pelo Ministério Público Estadual (MPE), que apontou indícios de descumprimento de medidas cautelares impostas ao investigado, além de uma possível tentativa de comprometer a produção de provas.

O caso teve início em outubro de 2025, quando uma funcionária procurou a ouvidoria da MTI para denunciar supostas condutas de natureza sexual praticadas por Francisley no ambiente de trabalho. A denúncia deu origem a uma investigação que chegou à Justiça.

A situação do ex-servidor se agravou após uma testemunha identificada pelas iniciais R. V. S. S. receber um convite para uma conversa reservada sobre o processo. O documento teria sido encaminhado por intermédio de uma terceira pessoa, a pedido de Francisley.

Leia Também:  Idoso de 66 anos é encontrado morto ao lado de supermercado em bairro nobre de Cuiabá

Para o Ministério Público, o episódio levantou suspeitas de interferência na apuração dos fatos e motivou o pedido de prisão apresentado nesta segunda-feira (19).

A defesa, por outro lado, contestou a medida e argumentou que o convite não apresentava qualquer ameaça ou tentativa explícita de induzir a testemunha a mentir. Também sustentou que a iniciativa partiu do próprio investigado, sem conhecimento ou autorização prévia de sua advogada.

Os advogados alegaram ainda que o simples encaminhamento de um convite, sem violência ou ameaça grave, não seria suficiente para caracterizar o crime de coação no curso do processo.

Outro argumento apresentado foi o de que o eventual descumprimento de determinações judiciais não justifica, necessariamente, a prisão preventiva, especialmente quando não há demonstração de risco atual ou de que outras medidas seriam insuficientes.

Apesar da contestação, Francisley teve a prisão mantida durante audiência de custódia presidida pelo juiz Cássio Leite de Barros Netto, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias.

Em nota, a MTI esclareceu que Francisley não integra mais o quadro de funcionários da empresa desde 3 de março de 2026.

Leia Também:  Suspeito de matar cunhada com quem namorava após irmão ser preso segue detido

A investigação tramita em segredo de Justiça, o que impede o acesso a informações mais detalhadas sobre as acusações e os elementos que fundamentaram a decisão judicial.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade