A identificação do vírus da doença de Newcastle em pombos de vida livre, em Santa Catarina, e a confirmação de três novos focos em granjas comerciais no estado acenderam um alerta para a sanidade avícola. Em Mato Grosso, o Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT) orienta produtores e médicos-veterinários a intensificarem as medidas de prevenção para evitar a entrada do vírus nas propriedades e proteger os plantéis.
A preocupação também envolve pequenas criações domésticas, já que aves silvestres podem representar uma via de exposição ao agente infeccioso. A recomendação é impedir o contato entre aves de vida livre e aquelas mantidas em granjas ou galinheiros, além de comunicar imediatamente às autoridades sanitárias qualquer suspeita da doença.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou três focos da doença de Newcastle em estabelecimentos comerciais de Santa Catarina. Também foi detectada a presença do vírus em pombos de vida livre no município de Marema, fora da região onde foram identificados os focos em granjas.
Embora não tenha sido estabelecida relação direta entre as ocorrências, a identificação do vírus em aves silvestres reforça a necessidade de cuidados com o acesso desses animais aos galpões, reservatórios de água, depósitos de ração e equipamentos utilizados na criação.
Em Mato Grosso, a Nota Técnica nº 00016/2026, emitida pelo Indea em 28 de outubro, estabelece orientações para o reforço imediato dos procedimentos de biosseguridade nas propriedades rurais.
Entre as medidas recomendadas está a revisão das estruturas de proteção dos galpões, como telas, portas e cortinas, com a correção de eventuais falhas que permitam a entrada de aves silvestres. Também é necessário manter comedouros, bebedouros, silos e depósitos de ração protegidos, além de conservar as áreas externas limpas e retirar restos de alimentos que possam atrair pombos.
O documento orienta ainda o planejamento do controle de pragas, a intensificação da limpeza e desinfecção de veículos, rodas e equipamentos e a utilização de roupas e calçados exclusivos nas áreas de criação. A circulação de pessoas e veículos também deve ser restrita ao mínimo necessário, com registro dos acessos às propriedades.
VIGILÂNCIA – Apesar do alerta, Mato Grosso não registra casos da doença de Newcastle desde outubro de 2006. São duas décadas sem ocorrências, mas a vigilância permanece necessária para preservar a saúde dos animais e evitar impactos à cadeia produtiva da avicultura.
Os criadores devem observar alterações no comportamento e na condição sanitária das aves. Entre os sinais que podem indicar a presença da doença estão diarreia, torcicolo, secreção nasal, queda repentina na produção de ovos e aumento da mortalidade nos plantéis.
Diante de qualquer suspeita, a orientação é comunicar imediatamente o Indea-MT, por meio do sistema e-Sisbravet, diretamente na unidade veterinária local ou pelo telefone 0800 065 3015.
O Mapa também esclarece que o consumo de carne de aves e ovos submetidos à inspeção oficial continua seguro.
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