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Cesta básica em Cuiabá consome 54,88% do salário mínimo mesmo com recuo em setembro

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Cesta básica em Cuiabá consome 54,88% do salário mínimo mesmo com recuo em setembro

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O custo de vida continua pressionando as famílias da capital. Mesmo após registrar um recuo semanal de 1,17% e fechar com média de R$ 889,63, o preço da cesta básica em Cuiabá segue comprometendo 54,88% do salário mínimo nacional (atualmente em R$ 1.621,00). Na prática, o trabalhador cuiabano que recebe um piso salarial precisa empenhar mais da metade de sua renda mensal apenas para garantir a alimentação básica.

O alívio recente, que ocorre após três semanas consecutivas de alta, não esconde o impacto estrutural no orçamento doméstico. Segundo dados do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a cesta está R$ 103,66 mais cara em relação ao mesmo período do ano passado, quando custava R$ 785,97 — um avanço anual de 13,19%.

De acordo com o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), o recuo de setembro é pontual. “A distância em relação aos preços de 2025 permanece expressiva em alguns alimentos, indicando que a redução recente ainda não foi suficiente para recompor integralmente os níveis anteriores”, avaliou.

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DETALHES – Itens como a batata e o tomate, embora tenham registrado queda na semana, acumulam altas expressivas de 129,31% e 93,96% no comparativo anual, respectivamente, impulsionados por fatores climáticos.

Verduras e legumes seguem entre os principais grupos que influenciam o comportamento da cesta básica, cenário fortemente impactado pelas condições climáticas. No caso da batata, mesmo registrando recuo semanal de 3,73% e preço médio de R$ 7,39/kg, o produto está 129,31% acima do valor registrado no mesmo período de 2025, quando custava R$ 3,22/kg.

Conforme análise do IPF-MT, a diminuição das chuvas nas regiões produtoras possibilitou a retomada do cronograma de colheitas, aumentando a oferta do item. Tal condição pode ter colaborado para a redução dos preços nesta semana.

Já o tomate, que também apresentou redução de 8,88% na semana, com custo médio de R$ 10,99/kg, acumula alta de 93,96% no comparativo anual. No mesmo período do ano passado, o produto era comercializado, em média, a R$ 5,67/kg.

Segundo análise do instituto, as temperaturas mais amenas provocadas pelo clima chuvoso resultaram no atraso da maturação do produto. Mesmo com a restrição da oferta no mercado, os preços elevados podem ter dificultado o escoamento da produção, contribuindo para o recuo observado.

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Em avaliação sobre o cenário, o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), destacou a melhora semanal observada em alguns produtos. Segundo ele, “a distância em relação aos preços de 2025 permanece expressiva em alguns alimentos, indicando que a redução recente ainda não foi suficiente para recompor integralmente os níveis anteriores”.

O café também apresentou queda de 2,67% na variação semanal, atingindo o preço médio de R$ 27,38 por embalagem de 500 gramas. O valor atual permanece 22,59% acima do registrado no mesmo período de 2025.

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