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Vazio sanitário do algodão começa amanhã e segue até dezembro em Mato Grosso

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Vazio sanitário do algodão começa amanhã e segue até dezembro em Mato Grosso

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O calendário fitossanitário para a safra 2026/27 de algodão em Mato Grosso entrará em uma fase decisiva a partir de amanhã, 1º de outubro. Em conformidade com as regras estabelecidas pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), diversos municípios produtores do estado iniciam oficialmente o período de vazio sanitário, que se estenderá de forma obrigatória até o dia 14 de dezembro.

A medida, regulamentada em definitivo pela Instrução Normativa nº 003/2024, determina que os cotonicultores dessas regiões eliminem por completo todas as plantas vivas e restos culturais do algodoeiro nas propriedades rurais. A restrição serve como uma barreira biológica estratégica indispensável para interromper o ciclo de reprodução e combater a proliferação do bicudo-do-algodoeiro, principal praga que ameaça a produtividade e a viabilidade econômica das lavouras de fibra em solo mato-grossense.

Durante o período estabelecido para as Regiões I (1º de outubro a 30 de novembro) e II (15 de outubro a 14 de dezembro), é proibida a existência de plantas com risco fitossanitário. A medida é considerada uma das principais estratégias para o controle do bicudo-do-algodoeiro.

Isso porque, se permanecerem plantas de algodão vivas entre uma safra e outra, principalmente soqueiras e plantas tigueras, a praga pode continuar encontrando alimento e abrigo. O período sem plantas hospedeiras ajuda a interromper o ciclo do bicudo antes do início da próxima lavoura.

Segundo o assessor técnico em Agricultura da Famato, Alex Rosa, o bicudo-do-algodoeiro é considerado a principal praga da cultura. Se não for controlada corretamente, pode causar perdas significativas na produção devido à sua alta capacidade de reprodução e elevado poder destrutivo.

“Os insetos são atraídos pelo cheiro e atacam inicialmente os botões florais, que caem após serem abertos. As flores atacadas ficam com aspecto de balão, devido à abertura anormal das pétalas. Além disso, os insetos deixam perfurações externas na maçã do algodão e, internamente, as fibras e as sementes são destruídas pelas larvas, o que impede sua abertura normal e deixa as estruturas escuras”, detalha o assessor.

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As chuvas e os períodos chuvosos favorecem o desenvolvimento da praga, uma vez que a umidade conserva os botões atacados por um período maior.

“Mato Grosso consolida-se como o líder absoluto da cotonicultura nacional, respondendo por cerca de 70% de todo o algodão produzido no Brasil. O modelo produtivo destaca-se pelo cultivo de segunda safra realizado no sistema de sucessão após a colheita da soja. Na safra 2025/26, a área plantada com a cultura do algodoeiro no estado foi de 1,36 milhão de hectares”, destaca o diretor técnico do Indea-MT, Renan Tomazele.

DIVISÃO DAS REGIÕES – Mato Grosso está dividido em duas regiões para o período do vazio sanitário do algodão, respeitando os diferentes calendários de produção locais.

O Sistema Famato orienta os produtores rurais a ficarem atentos aos prazos e às obrigações previstas na legislação estadual de defesa sanitária vegetal.

CONFIRA A DIVISÃO DEFINIDA PELO INDEA-MT:

Região I – Alto Araguaia, Acorizal, Alto Garças, Alto Paraguai, Alto Taquari, Araguaiana, Araguainha, Araputanga, Barão de Melgaço, Barra do Bugres, Barra do Garças, Cáceres, Campinápolis, Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Conquista D’Oeste, Cuiabá, Curvelândia, Denise, Dom Aquino, Figueirópolis D’ Oeste, General Carneiro, Glória D’ Oeste, Guiratinga, Indiavaí, Itiquira, Jaciara, Jangada, Jauru, Juscimeira, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nobres, Nossa Senhora do Livramento, Nova Brasilândia, Nova Lacerda, Nova Olímpia, Nova Xavantina, Novo São Joaquim, Pedra Preta, Planalto da Serra, Poconé, Pontal do Araguaia, Ponte Branca, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Porto Estrela, Poxoréo, Primavera do Leste, Reserva do Cabaçal, Ribeirãozinho, Rio Branco, Rondonópolis, Rosário Oeste, Salto do Céu, Santo Antônio do Leste, Santo Antônio do Leverger, São José do Povo, São José dos Quatro Marcos, São Pedro da Cipa, Tesouro, Torixoréu, Vale do São Domingos, Várzea Grande, Vila Bela da Santíssima Trindade.

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Região II – Água Boa, Alta Floresta, Alto Boa Vista, Apiacás, Arenápolis, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio, Canabrava do Norte, Canarana, Carlinda, Castanheira, Claudia, Cocalinho, Colíder, Colniza, Comodoro, Confresa, Cotriguaçu, Diamantino, Feliz Natal, Gaúcha do Norte, Guarantã do Norte, Ipiranga do Norte, Itanhanga, Itaúba, Juara, Juína, Juruena, Lucas do Rio Verde, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nortelândia, Nova Bandeirantes, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Marilândia, Nova Maringá, Nova Monte Verde, Nova Mutum, Nova Nazaré, Nova Santa Helena, Nova Ubiratã, Novo Mundo, Novo Santo Antônio, Paranaíta, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Porto Alegre do Norte, Porto dos Gaúchos, Querência, Ribeirão Cascalheira, Rondolândia, Santa Carmem, Santa Rita do Trivelato, Santa Cruz do Xingu, Santa Terezinha, Santo Afonso, São Félix do Araguaia, São José do Rio Claro, São José do Xingu, Sapezal, Serra Nova Dourada, Sinop, Sorriso, Tabaporã, Tangará da Serra, Tapurah, Terra Nova do Norte, União do Sul, Vera e Vila Rica.

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